
São Paulo, 17 de fevereiro de 2011 – A Frente Paulista Contra a Homofobia –iniciativa de união de grupos do movimento social LGBT, partidos políticos, órgãos públicos municipais e estaduais de São Paulo, entidades religiosas, centrais e sindicatos de diversas categorias de trabalhadores, entidades representativas de segmentos da iniciativa privada e cidadãos e cidadãs paulistas–, declara sua participação e apoio à Marcha Contra a Homofobia, organizada pelo grupo Ato Anti-Homofobia.
A Marcha Contra a Homo
fobia ocorrerá no próximo sábado (19/02), a partir das 15h, com saída da praça do Ciclista, que se situa no cruzamento da avenida Paulista com a rua da Consolação, rumo ao número 777 da Paulista, local onde um jovem foi agredido em 14 de novembro do ano passado.
Depois dessa agressão, outros episódios semelhantes violência contra a população LGBT tornaram a acontecer na região da Paulista, assim como em outras áreas da capital e, também, na Grande
São Paulo e cidades do interior do estado. Tanto os organizadores da Marcha Contra a Homofobia, como os demais cidadãos que dela participam, creem que os ataques motivados pelo ódio continuarão acontecendo enquanto a população LGBT não dispuser de um instrumento jurídico que os proteja.
Por isso, além do repúdio e enfrentamento a todo e qualquer tipo de homofobia, a manifestação coletiva também defende e apoia a aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC 122/2006), recentemente desarquivado pelo Senado Federal, que criminaliza em todo o território nacional a discriminação de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT), nas mesmas condições que o racismo é hoje criminalizado.
No mesmo dia da Marcha Contra a Homofobia, na Casa das Rosas, na avenida Paulista, às 14h, a ministra Maria do Rosário, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, vai anunciar a ampliação do serviço do Disque 100. O telefone, que atualmente recebe denúncias de abuso e violência contra crianças e adolesc entes, passará a atender também casos de homofobia e violência contra idosos e portadores de deficiência.
Maria do Rosário deve participar da Marcha Contra a Homofobia na companhia de outras autoridades, como a senadora Marta Suplicy. Outros políticos que atuam nas esferas municipal, estadual e federal devem confirmar presença na manifestação, em especial aqueles que têm desempenhado um papel relevante em defesa dos direitos civis LGBT.