sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Frente Paulista Contra a Homofobia integra e apoia a Marcha Contra a Homofobia no próximo sábado, 19


São Paulo, 17 de fevereiro de 2011 – A Frente Paulista Contra a Homofobiainiciativa de união de grupos do movimento social LGBT, partidos políticos, órgãos públicos municipais e estaduais de São Paulo, entidades religiosas, centrais e sindicatos de diversas categorias de trabalhadores, entidades representativas de segmentos da iniciativa privada e cidadãos e cidadãs paulistas–, declara sua participação e apoio à Marcha Contra a Homofobia, organizada pelo grupo Ato Anti-Homofobia.

A Marcha Contra a Homo

fobia ocorrerá no próximo sábado (19/02), a partir das 15h, com saída da praça do Ciclista, que se situa no cruzamento da avenida Paulista com a rua da Consolação, rumo ao número 777 da Paulista, local onde um jovem foi agredido em 14 de novembro do ano passado.


Depois dessa agressão, outros episódios semelhantes violência contra a população LGBT tornaram a acontecer na região da Paulista, assim como em outras áreas da capital e, também, na Grande

São Paulo e cidades do interior do estado. Tanto os organizadores da Marcha Contra a Homofobia, como os demais cidadãos que dela participam, creem que os ataques motivados pelo ódio continuarão acontecendo enquanto a população LGBT não dispuser de um instrumento jurídico que os proteja.

Por isso, além do repúdio e enfrentamento a todo e qualquer tipo de homofobia, a manifestação coletiva também defende e apoia a aprovação do Projeto de Lei da Câmara (PLC 122/2006), recentemente desarquivado pelo Senado Federal, que criminaliza em todo o território nacional a discriminação de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT), nas mesmas condições que o racismo é hoje criminalizado.

No mesmo dia da Marcha Contra a Homofobia, na Casa das Rosas, na avenida Paulista, às 14h, a ministra Maria do Rosário, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, vai anunciar a ampliação do serviço do Disque 100. O telefone, que atualmente recebe denúncias de abuso e violência contra crianças e adolesc entes, passará a atender também casos de homofobia e violência contra idosos e portadores de deficiência.

Maria do Rosário deve participar da Marcha Contra a Homofobia na companhia de outras autoridades, como a senadora Marta Suplicy. Outros políticos que atuam nas esferas municipal, estadual e federal devem confirmar presença na manifestação, em especial aqueles que têm desempenhado um papel relevante em defesa dos direitos civis LGBT.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Revolta



“O único papel verdadeiro do homem, nascido num mundo absurdo, é ter consciência da sua vida, da sua revolta, da sua liberdade”. Albert Camus

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Intervenções políticas na República, Vieira de Carvalho, Mackenzie e Peixoto Gomide

Em 05.02.2011, sábado, cidadãos fizeram silhuetas com os dizeres “contra homofobia PLC 122″ em locais ligados à violência homofóbica na cidade de são paulo.

Intervenção políticas em frente a uma das entradas da estação república, próximo ao local em que edson neris foi assassinado há exatos onze anos (06.02.2000).

Ocupação em frente à estação república do metrô

Foi feita ainda intervenção na rua vieira de carvalho, próximo ao local onde dois neonazistas explodiram uma bomba caseira após a parada do orgulho LGBT de 2009.

Ocupação na rua vieira de carvalho

Intervenção em frente à "Universidade" Mackenzie, relacionada a líder religioso que se manifestou contra o PLC 122, e contra o qual foi organizado protesto em 24.11.2010.

"Universidade" Mackenzie

Os seguranças do Mackenzie se opuseram à manifestação, dizendo que o espaço utilizado (o recuo na rua da consolação) era privado. os manifestantes ocuparam, então, outra área, considerada pública pelos seguranças. a fim de garantir seu direito de se expressar livremente, um dos manifestantes chamou a polícia militar.

Viatura da PM em frente à "universidade" Mackenzie

Por último, fez-se uma intervenção em uma parede de um imóvel abandonado na rua peixoto gomide, perto da esquina com a rua augusta, próximo ao local onde um homossexual foi agredido por um grupo de pessoas com visual neonazista.

peixoto gomide x augusta

As intervenções buscam chamar a atenção da sociedade para o projeto de lei da Câmara nº 122, que criminaliza a discriminação contra pessoas idosas e com deficiência, além das LGBT. para fazer as intervenções, bastam duas pessoas: uma para deitar no chão e outra pra lhe contornar com fita crepe.