sábado, 29 de novembro de 2008

James Graham Ballard



I would sum up my fear about the future in one word: boring. And that's my one fear: that everything has happened; nothing exciting or new or interesting is ever going to happen again ... the future is just going to be a vast, conforming suburb of the soul. interview (10/30/82) in Re/Search no. 8/9 (1984)


All over the world major museums have bowed to the influence of Disney and become theme parks in their own right. The past, whether Renaissance Italy or ancient Egypt, is reassimilated and homogenized into its most digestible form. Desperate for the new, but disappointed with anything but the familiar, we recolonise past and future. The same trend can be seen in personal relationships, in the way people are expected to package themselves, their emotions and sexuality in attractive and instantly appealing forms. notes to The Atrocity Exhibition (written 1967-69, annotated 1990



J. G. Ballard

quinta-feira, 27 de novembro de 2008


"Livrem-se das velhas categorias do negativo (a lei, o limite, as castrações, a falta, a lacuna) que por tanto tempo o pensamento ocidental considerou sagradas, como forma de poder e modo de acesso à realidade. Prefiram o que é positivo e múltiplo, a diferença à uniformidade, os fluxos às unidades, os agenciamentos móveis aos sistemas."
Michel Foucault

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

estrela esquizofrênica

Por Augusto Darien Breytenbach Bazárov
Ou Augusto Patrini

apatrini@terra.com.br

"Se tu nos espetas não sangramos? Se tu nos fazes cócegas não rimos? Se tu nos dás veneno não morremos? Se nos fazes mal, não devemos nos vingar?".
Shakespeare, O mercador de Veneza.



É era uma estrela multifacetada. Múltiplas vagas de ressentimento e dor, e aquele cheiro de erva doce e sémem. Esquecia-se sempre e nem sabia do que, mas que eram vários, sempre, intensos intuídos. Neozine, alprazolam, diazepan, rivotril, dormonid, pondera, certralina, valium, bromazepam, frisium, frontal, fluoxetina, paroxetina, prometax, buspirona, e claro, um pouco de algo e agorismo, por que achava que a propriedade privada não era necessariamente melhor ou pior que a coletiva, só não queria e nem gostava do Estado e das multinacionais, escolhendo-lhe, o que comer, o que fazer, com quem dormir ou pior como e por que e como viver e gozar. Contudo sabia, no fundo, trata-se de um poder difuso e sem centro, que fazia de nossa liberdade uma vigília. Não queria mais ser o que todos os anjos sem consciência são: “insetos espermáticos” e patéticos.
Pois bem que para ele bastava um ramo de flores rubras e sua intensidade louca escorrendo como um líquido espesso gosmentos e oleoso por entre as quadras das noites - sem estrelas mas com algum excremento fútil. Do cheiro não mais se lembrava, o que ficava sempre era aquele cheiro de erva-doce, de mel e de púrpura dor, e vícios e insanidades temporárias. Esses “Eus” já não eram unos, eram multifacetados, sofridos e blefavam, árduos e fortes nessa negritude funda e imunda da vida insignificante, cotidiana e tola dos insetos espermáticos. Bobos, sorrindo-se sempre e contradizendo-se múltiplos em várias formas de comportamento e sonho. É que sabia bem, uma cobra criada e venenosa podia ser fofa, terna e meiga. E como dizem “do bem” – expressão imbecil. Risos mornos e tenros, para depois partir, ferir e destroçar aquela carne toda branca e tenra. Tudo tem um fim, todos temos esse direito, nem que ao menos seja prometido, vislumbrado ou sugerido. Um final, uma finalidade, por que no fundo sabemos de nosso grande e majestoso finito, nossas inevitáveis sepulturas frias e toscas. Branco. Branco. Bom, mal, suspiros.
Cala-te.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Perdoando Deus


Eu ia andando pela Avenida Copacabana e olhava distraída edifícios, nesga de mar, pessoas, sem pensar em nada. Ainda não percebera que na verdade não estava distraída, estava era de uma atenção sem esforço, estava sendo uma coisa muito rara: livre. Via tudo, e à toa. Pouco a pouco é que fui percebendo que estava percebendo as coisas. Minha liberdade então se intensificou um pouco mais, sem deixar de ser liberdade. Tive então um sentimento de que nunca ouvi falar. Por puro carinho, eu me senti a mãe de Deus, que era a Terra, o mundo. Por puro carinho mesmo, sem nenhuma prepotência ou glória, sem o menor senso de superioridade ou igualdade, eu era por carinho a mãe do que existe. Soube também que se tudo isso "fosse mesmo" o que eu sentia - e não possivelmente um equívoco de sentimento - que Deus sem nenhum orgulho e nenhuma pequenez se deixaria acarinhar, e sem nenhum compromisso comigo. Ser-Lhe-ia aceitável a intimidade com que eu fazia carinho. O sentimento era novo para mim, mas muito certo, e não ocorrera antes apenas porque não tinha podido ser. Sei que se ama ao que é Deus. Com amor grave, amor solene, respeito, medo e reverência. Mas nunca tinham me falado de carinho maternal por Ele. E assim como meu carinho por um filho não o reduz, até o alarga, assim ser mãe do mundo era o meu amor apenas livre. E foi quando quase pisei num enorme rato morto. Em menos de um segundo estava eu eriçada pelo terror de viver, em menos de um segundo estilhaçava-me toda em pânico, e controlava como podia o meu mais profundo grito. Quase correndo de medo, cega entre as pessoas, terminei no outro quarteirão encostada a um poste, cerrando violentamente os olhos, que não queriam mais ver. Mas a imagem colava-se às pálpebras: um grande rato ruivo, de cauda enorme, com os pés esmagados, e morto, quieto, ruivo. O meu medo desmesurado de ratos. Toda trêmula, consegui continuar a viver. Toda perplexa continuei a andar, com a boca infantilizada pela surpresa. Tentei cortar a conexão entre os dois fatos: o que eu sentira minutos antes e o rato. Mas era inútil. Pelo menos a contigüidade ligava-os. Os dois fatos tinham ilogicamente um nexo. Espantava-me que um rato tivesse sido o meu contraponto. E a revolta de súbito me tomou: então não podia eu me entregar desprevenida ao amor? De que estava Deus querendo me lembrar? Não sou pessoa que precise ser lembrada de que dentro de tudo há o sangue. Não só não esqueço o sangue de dentro como eu o admiro e o quero, sou demais o sangue para esquecer o sangue, e para mim a palavra espiritual não tem sentido, e nem a palavra terrena tem sentido. Não era preciso ter jogado na minha cara tão nua um rato. Não naquele instante. Bem poderia ter sido levado em conta o pavor que desde pequena me alucina e persegue, os ratos já riram de mim, no passado do mundo os ratos já me devoraram com pressa e raiva. Então era assim?, eu andando pelo mundo sem pedir nada, sem precisar de nada, amando de puro amor inocente, e Deus a me mostrar o seu rato? A grosseria de Deus me feria e insultava-me. Deus era bruto. Andando com o coração fechado, minha decepção era tão inconsolável como só em criança fui decepcionada. Continuei andando, procurava esquecer. Mas só me ocorria a vingança. Mas que vingança poderia eu contra um Deus Todo-Poderoso, contra um Deus que até com um rato esmagado poderia me esmagar? Minha vulnerabilidade de criatura só. Na minha vontade de vingança nem ao menos eu podia encará-Lo, pois eu não sabia onde é que Ele mais estava, qual seria a coisa onde Ele mais estava e que eu, olhando com raiva essa coisa, eu O visse? no rato? naquela janela? nas pedras do chão? Em mim é que Ele não estava mais. Em mim é que eu não O via mais. Então a vingança dos fracos me ocorreu: ah, é assim? pois então não guardarei segredo, e vou contar. Sei que é ignóbil ter entrado na intimidade de Alguém, e depois contar os segredos, mas vou contar - não conte, só por carinho não conte, guarde para você mesma as vergonhas Dele - mas vou contar, sim, vou espalhar isso que me aconteceu, dessa vez não vai ficar por isso mesmo, vou contar o que Ele fez, vou estragar a Sua reputação. ... mas quem sabe, foi porque o mundo também é rato, e eu tinha pensado que já estava pronta para o rato também. Porque eu me imaginava mais forte. Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões, é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil. É porque eu não quis o amor solene, sem compreender que a solenidade ritualiza a incompreensão e a transforma em oferenda. E é também porque sempre fui de brigar muito, meu modo é brigando. É porque sempre tento chegar pelo meu modo. É porque ainda não sei ceder. É porque no fundo eu quero amar o que eu amaria - e não o que é. É porque ainda não sou eu mesma, e então o castigo é amar um mundo que não é ele. É também porque eu me ofendo à toa. É porque talvez eu precise que me digam com brutalidade, pois sou muito teimosa. É porque sou muito possessiva e então me foi perguntado com alguma ironia se eu também queria o rato para mim. É porque só poderei ser mãe das coisas quando puder pegar um rato na mão. Sei que nunca poderei pegar num rato sem morrer de minha pior morte. Então, pois, que eu use o magnificat que entoa às cegas sobre o que não se sabe nem vê. E que eu use o formalismo que me afasta. Porque o formalismo não tem ferido a minha simplicidade, e sim o meu orgulho, pois é pelo orgulho de ter nascido que me sinto tão íntima do mundo, mas este mundo que eu ainda extraí de mim de um grito mudo. Porque o rato existe tanto quanto eu, e talvez nem eu nem o rato sejamos para ser vistos por nós mesmos, a distância nos iguala. Talvez eu tenha que aceitar antes de mais nada esta minha natureza que quer a morte de um rato. Talvez eu me ache delicada demais apenas porque não cometi os meus crimes. Só porque contive os meus crimes, eu me acho de amor inocente. Talvez eu não possa olhar o rato enquanto não olhar sem lividez esta minha alma que é apenas contida. Talvez eu tenha que chamar de "mundo" esse meu modo de ser um pouco de tudo. Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho de minha natureza? Enquanto eu imaginar que "Deus" é bom só porque eu sou ruim, não estarei amando a nada: será apenas o meu modo de me acusar. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. Eu, que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escadalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu. Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe.

Clarice Lispector in "Felicidade Clandestina" - Ed. Rocco - Rio de Janeiro, 1998

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Zo d'Axa


« Celui que rien n'enrôle et qu'une impulsive nature guide seule, le passionnel complexe, le hors-la-loi, le hors-d'école, l'isolé chercheur d'au-delà. » (Épigraphe de L'En dehors, 1891)


« Nous allons — individuels, sans la Foi qui sauve et qui aveugle. Nos dégoûts de la Société n'engendrent pas en nous d'immuables convictions. Nous nous battons pour la joie des batailles et sans rêve d'avenir meilleur. Que nous importent les lendemains qui seront dans des siècles ! Que nous importent les petits neveux ! C'est en dehors de toutes les lois, de toutes les règles, de toutes les théories — même anarchistes — c'est dès l'instant, dès tout de suite, que nous voulons nous laisser aller à nos pitiés, à nos emportements, à nos douceurs, à nos rages, à nos instincts — avec l'orgueil d'être nous-même. » (« Nous », L'En dehors, 1891)


« Vivre pour l'heure présente, hors le mirage des sociétés futures ; vivre et palper cette existence dans le plaisir hautain de la bataille sociale. C'est plus qu'un état d'esprit : c'est une manière d'être - et tout de suite. » (L'En dehors, 1892)


Zo d'Axa

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Foucault - a tradução por email !


« Il n'y a pas de relations de pouvoir sans constitution corrélative d'un champ de savoir, ni de savoir qui ne suppose et ne constitue en même temps des relations de pouvoir... Ces rapports de "pouvoir-savoir" ne sont donc pas à analyser à partir d'un sujet de connaissance qui serait libre ou non par rapport au système de pouvoir; mais il faut considérer au contraire que le sujet qui connaît, les objets, sont autant d'effets de ces implications fondamentales du pouvoir-savoir… » — Il faut défendre la société


« Le problème à la fois politique, éthique, social et philosophique qui se pose à nous aujourd'hui n'est pas d'essayer de libérer l'individu de l'État et de ses institutions, mais de nous libérer, nous, de l'État et du type d'individualisation qui s'y rattache. Il nous faut promouvoir de nouvelles formes de subjectivité. » — Le Sujet et le Pouvoir


Foucault

terça-feira, 18 de novembro de 2008

M. Dubois demanda une fois à Madame Nozière quel était le jour le plus funeste de l' histoire.Madame Nozière ne le savait pas.-c'est, lui dit M. Dubois, le jour de la bataille de Poitiers, quand, en 732, la science, l'art et la civilisation arabes reculèrent devant la barbarie franque.
Oeuvres IV, La vie en Fleur (1922), Anatole France, éd. Gallimard, 1994, p. 1118

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A História

"O que a história conta não passa do longo sonho, do pesadelo espesso e confuso da humanidade"
- Arthur Schopenhauer

"Quando falamos de história, temos o costume de nos refugiar no passado. É nele que se pensa encontrar o seu começo e o seu fim. Na realidade, é o inverso: a história começa hoje e continua amanhã"
- "Exaltação e Orgulho", de D.N. Marinotis

"A História é um romance que foi. O romance é a história que poderia ter sido.
Edmond de Goncourt e Jules de Goncourt, Diário apud SQUARISI, Dad (10 de setembro de 2006). "Dicas de português - Demagogogos e busca-pés...". Correio Braziliense, Caderno C, p. 4

"Quem domina o passado domina o futuro: quem domina o presente domina o passado."
- Fonte: George Orwell; livro "1984"

"[Os historiadores] são os memorialistas profissionais do que seus colegas-cidadãos desejam esquecer".
- Eric Hobsbawm in Era dos Extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p. 107. ISBN 85-7164-468-3

"Houve outrora um funcionário chamado 'Lembrete'. O título na verdade era um eufemismo para cobrador de dívidas. A tarefa oficial era lembrar às pessoas o que elas gostariam de ter esquecido. Uma das mais importantes funções do historiador é ser um lembrete. “
Peter Burke. Variedades de história cultural; tradução de Alda Porto. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000. p.89. ISBN 85-200-0517-9

"A história não é uma ciência, é uma arte. Nela só se logra êxito pela imaginação."
- Anatole France, O Jardim de Epicuro


"Escrever a história é um modo de livrar-se do passado."
- Johann Wolfgang von Goethe, Arte e Antiguidade"

domingo, 16 de novembro de 2008

Ива́н Серге́евич Турге́нев


Iván Turgueniev

“Todos os sentimentos podem conduzir ao amor e à paixão. Todos: o ódio, a compaixão, a indiferença, a veneração, a amizade, o medo e até mesmo o desprezo. Sim, todos os sentimentos... exceto um: a gratidão. A gratidão é uma dívida: todo o homem paga as suas dívidas... mas o amor não é dinheiro.”

Sem autenticidade, sem educação, sem liberdade no seu significado mais amplo - na relação consigo mesmo, com as próprias idéias pré-concebidas, até mesmo com o próprio povo e com a própria história - não se pode imaginar um artista verdadeiro; sem este ar não é possível respirar
Fonte: "A propósito de 'Pais e Filhos'"

“A arte de um povo é a sua alma viva, o seu pensamento, a sua língua no significado mais alto da palavra; quando atinge a sua expressão plena, torna-se patrimônio de toda a humanidade, quase mais do que a ciência, justamente porque a arte é a alma falante e pensante do homem, e a alma não morre, mas sobrevive à existência física do corpo e do povo “
Fonte: "Discurso para a inauguração, em Moscovo, do monumento a Pushkin"

"El tiempo vuela a veces como un pájaro, y a veces se arrastra como un caracol. Pero la mayor felicidad del hombre sobreviene cuando no se advierte si su paso es raudo o moroso."

sábado, 15 de novembro de 2008


“Há duas espécies de cidadãos: os ativos e os passivos. Governantes preferem os últimos; a democracia necessita dos primeiros”.
John Stuart Mill

Nietzsche em conta gotas


A minha felicidade:
"Desde que me cansei de procurar,aprendi a encontrar; Desde que o vento começou a soprar-me na face, velejo com todos os ventos."

(Gaia Ciência)




"Deus está morto. Viva Perigosamente. Qual o melhor remédio? - Vitória!".


"Há homens que já nascem póstumos."


"O Evangelho morreu na cruz."


"A diferença fundamental entre as duas religiões da decadência: o budismo não promete, mas assegura. O cristianismo promete tudo, mas não cumpre nada."



"Quando se coloca o centro de gravidade da vida não na vida mas no “além” - no nada -, tira-se da vida o seu centro de gravidade."



"Para ler o Novo Testamento é conveniente calçar luvas. Diante de tanta sujeira, tal atitude é necessária."



"O cristianismo foi, até o momento, a maior desgraça da humanidade, por ter desprezado o Corpo."



"A fé é querer ignorar tudo aquilo que é verdade."



"As convicções são cárceres."



"As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras."



"Até os mais corajosos raramente têm a coragem para aquilo que realmente sabem."



"Aquilo que não me destrói fortalece-me"


"Sem música, a vida seria um erro."



"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música."



"A moralidade é o instinto do rebanho no indivíduo."



"O idealista é incorrigível: se é expulso do seu céu, faz um ideal do seu inferno."



"Em qualquer lugar onde encontro uma criatura viva, encontro desejo de poder."



"Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos."



"Quanto mais me elevo, menor eu pareço aos olhos de quem não sabe voar."



"Se minhas loucuras tivessem explicaçoes, não seriam loucuras."



"O Homem evolui dos macacos? é existem macacos!"



"Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal."



"Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura."



"Torna-te quem tu és!"



"O padre está mentindo."





"Deus está morto mas o seu cadáver permanece insepulto"

sexta-feira, 14 de novembro de 2008


"Se tu nos espetas não sangramos? Se tu nos fazes cócegas não rimos? Se tu nos dás veneno não morremos? Se nos fazes mal, não devemos nos vingar?".
Shakespeare, O mercador de Veneza.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Il m'arrive d'éprouver une sorte de stupeur à l'idée qu'il ait pu exister des "fous de Dieu", qui lui ont tout sacrifié, à commencer par leur raison. Souvent il me semble entrevoir comment on peut se détruire pour lui dans un élan morbide, dans une désagrégation de l'âme et du corps. D'où l'aspiration immatérielle à la mort. Il y a quelque chose de pourri dans l'idée de Dieu!- Des larmes et des saints, Cioran

terça-feira, 11 de novembro de 2008

"Tendemos a la muerte como la flecha al blanco, y no fallamos jamás, la muerte es nuestra única certeza y siempre sabemos que vamos a morir, no importa cuándo y no importa dónde, no importa la manera. Pues la vida eterna es un sinsentido, la eternidad no es la vida, la muerte es el reposo al que aspiramos, vida y muerte están ligadas, aquellos que demandan otra cosa piden lo imposible y no obtendrán más que humo como recompensa. Nosotros, que no nos contentamos con palabras, consentimos en desaparecer y aprobamos nuestro consentir, no elegimos nacer y nos consideramos afortunados de no sobrevivir en ninguna parte a esta vida, que nos fue impuesta más que dada, vida llena de preocupaciones y de dolores, de alegrías problemáticas o malas. Que un hombre sea feliz, ¿qué demuestra? La felicidad es un caso particular y nosotros observamos sólo las leyes del género, razonamos a partir de ellas, sobre ellas meditamos y profundizamos, despreciamos a quienquiera que busque el milagro y no estamos ávidos de beatitudes, nuestra evidencia nos basta y nuestra superioridad no se encuentra en otra parte."

Breviario del caos, Albert Caraco

“Delante de una sola persona podemos saber si es masa o no. Masa es todo aquel que no se valora a sí mismo- en bien o en mal- por razones especiales, sino que se siente “como todo el mundo”, y, sin embargo, no se angustia, se siente a salvo al saberse idéntico a los demás.”

"El alma vulgar, sabiéndose vulgar, tiene el denuedo de afirmar el derecho a la vulgaridad y lo impone donde quiera".

José Ortega y Gasset, La rebelión de las masas (1930)